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25 Nov 2008 

Principais Rotas por País e Destino

PRINCIPAIS ROTAS POR PAIS E DESTINO
Espanha  32
Holanda  11
Venezuela  10
Itália  9
Portugual 8
Paraguai 7
Suiça 6
EUA 5
Alemanhã 5
Suriname 5
Fonte: Pesquisa de Mídia – PESTRAF / Banco de Matérias Jornalísticas / 2002

A Espanha é o destino mais freqüente das brasileiras, com 32 rotas, seguida pela Holanda e pela Venezuela, com 11 e 10 rotas, respectivamente. A predominância da Espanha como país receptor das mulheres traficadas e reforçada pelo levantamento do Itamaraty (Folha de São Paulo, 29/11/00), estudos de inquéritos e processos, e pelos relatórios regionais que compõem a Pestraf.

Admin · 127 vistos · Deixe um comentário
25 Nov 2008 

Geografia das Rotas

GEOGRAFIA DAS ROTAS

REGIÃO DE ORIGEM INTERNACIONAL INTERESTADUAL INTERMUNICIPAL TOTAL
SUL 15 9 4 28
SUDESTE 28 5 2 35
CENTRO-OESTE 22 8 3 33
NORDESTE 35 20 14 69
NORTE 31 36 9 76
TOTAL 131 78 32 241
Fonte: Pesquisa de Mídia – PESTRAF / Banco de Matérias Jornalísticas / 2002 

Analisando-se as rotas, conclui-se que a região Norte apresenta o maior número delas, seguida pela região Nordeste, Sudeste, Centro Oeste e Sul. Isto pode não significar abrangência  total das rotas existentes no país, mas que a pesquisa realizada na região Norte teve condições de identificar e mapear uma quantidade maior de rotas, considerando-se o tempo disponível e o número de estados pesquisados (sete)


Admin · 113 vistos · Deixe um comentário
25 Nov 2008 

Rentabilidade de Crime

O tráfico de pessoas e prostituição se enquadra, como o 3º maior forma mais rentável de crime. Em primeiro lugar está p tráfico de drogas e depois o comercio ilegal de armas.
O tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no mundo todo.

RENTABILIDADE DE CRIME
Tráfico de Drogas
Comércio Ilegal de Armas
Tráfico de Pessoas e Prostituição           US$ 32 bilhões
Admin · 169 vistos · Deixe um comentário
25 Nov 2008 

Tráfico de Mulheres para Exploração Sexual

 Conceito de Tráfico Fundamentado na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Transnacional Organizado (2000) e seu Protocolo para a Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Seres Humanos, em especial, mulheres e crianças (Protocolo de Palermo). 


“... o tráfico de pessoas é o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou a recolha de pessoas, pela ameaça de recursos, à força ou a outras formas de coação, por rapto, por fraude, e engano, abuso de autoridade ou de uma situação de vulnerabilidade, ou através da oferta ou aceitação de pagamentos, ou de vantagens para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre uma outra para fins de exploração” (termos do Protocolo de Palermo, art. 2º bis, alínea a)”. 


 


O tráfico internacional de pessoas pode ser, para fins de trabalho escravo, exploração sexual, (outra forma de trabalho escravo) transplante de órgãos ou adoção.


 


Elas são atraídas por promessas falsas de dinheiro, casamento ou trabalho diferente.


 


O tráfico de meninas e de mulheres para fins de exploração sexual comercial se apresenta como um fenômeno complexo ao combinar fatores como gênero, idade e condição sócio-econômica (vale dizer que a maioria das pessoas traficadas são mulheres jovens adultas, com idades entre 15 e 25 anos, e que vivem em condições de vida precárias). Constitui gravíssima violação aos direitos humanos, na medida em que obstrui o exercício de direitos fundamentais tais como: a liberdade de escolha, o direito ao próprio corpo e à vivência saudável da sexualidade, dentre outros.


 


O tráfico de pessoas e prostituição se enquadra, como a 3ª maior forma mais rentável de crime. Em primeiro lugar está o tráfico de drogas e depois o comércio ilegal de armas.



O tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no mundo todo, e 85% desse dinheiro vem da exploração sexual, que só na América Latina e no Caribe fez 100 mil vítimas em 2006.


 


São dados de um relatório da Organização Internacional de Migrações (OIM), fornecido à EFE pelo diretor regional do Cone Sul do órgão, Eugenio Ambrosi, que declarou que uma mulher pode ser "vendida" para uma rede de exploração sexual por entre US$ 100 e US$ 1,6 mil.



As vítimas das organizações que traficam pessoas para obrigá-las a exercer a prostituição geram um lucro líquido de US$ 13 mil para seus exploradores


 


 O tráfico de mulheres deve ser avaliado dentro do contexto do trabalho escravo, da imigração e da organização econômica das sociedades.


 


Teresa Ulloa, diretora regional da ONG Coalizão Contra o Tráfico de Mulheres e Meninas na América Latina e o Caribe, afirmou que os principais países envolvidos no tráfico de meninas e mulheres no continente são Brasil, México, República Dominicana, Equador, Guatemala, El Salvador, Paraguai, Bolívia e Colômbia.


 


Ulloa indicou que os principais destinos das mulheres e meninas latino-americanas são Espanha, Japão, Holanda, Alemanha e Grécia, assim como algumas cidades dos Estados Unidos e Canadá.



Uma pesquisa do Ministério da Justiça em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, realizada entre 2003 e 2005, que deu ênfase ao tráfico de mulheres e crianças para fins de exploração sexual, trazendo desagradáveis constatações.


 O Brasil detém o título de maior exportador de mulheres para fins de exploração sexual comercial da América do Sul. 


O tráfico de pessoas é uma agenda recente no Brasil. O tema foi pautado pela sociedade civil, através do movimento contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Em 2003, com a pesquisa coordenada pelo CECRIA (PESTRAF) (acesso em cecria.org.br) o tema entra na agenda pública. O PESTRAF compôs o esforço internacional de mapear o tráfico, contando com o apoio de agências governamentais e não governamentais de cooperação internacional. Na região sul, a pesquisa regional foi coordenada pela comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa (deputada Maria do Rosário). A pesquisa no Rio Grande do Sul foi realizada através da Unisinos. A repercussão do PESTRAF foi imensa e consegui comprovar a existência do tráfico de pessoas internacional e interno em todas as regiões do país. Em 2004, no governo Lula, o tema entra na agenda governamental. Havendo inclusive a promulgação de uma lei sobre tráfico interno. A pesquisa faz parte do projeto "medidas de enfrentamento do tráfico de seres humanos" realizado pelo Ministério da Justiça e pelo departamento de combate as drogas e ao crime organizado, da ONU.


Admin · 513 vistos · 2 comentários
25 Nov 2008 

Maioria das deportadas da Europa são vítimas de tráfico sexual


Parte das mulheres brasileiras deportadas ou não admitidas na Europa é vítima de tráfico internacional com fins de exploração sexual. A constatação está numa pesquisa inédita no Brasil, divulgada em abril e intitulada "Indícios de tráfico de pessoas no universo de deportadas e não admitidas que regressam ao Brasil via o aeroporto de Guarulhos".


 


O estudo foi realizado nos meses de abril e março de 2005 no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo. De um universo de 175 mulheres que responderam a questionários e 15 que se submeteram a entrevistas, 76% não foram aceitas nos países de destino. O país que mais recusou a entrada de brasileiras foi Portugal, seguido por Itália, França, Espanha e Inglaterra.


 


A pesquisa também investigou quem são as mulheres que foram deportadas. A maioria era de origem humilde e recebia até três salários mínimos. A maior parte das entrevistadas estava na faixa dos 25 aos 40 anos de idade e vinha dos Estados de Goiás, Paraná e Minas Gerais. Em relação à escolaridade, o estudo mostra que 57,7% das mulheres têm ensino médio completo ou incompleto e 19,4%, ensino superior completo ou incompleto.



Em 2004, segundo a Polícia Federal, cerca de 22,5 mil brasileiros foram deportados ou não admitidos no exterior. Desse total, 15 mil retornaram ao Brasil pelo aeroporto de Guarulhos e cerca de 33% eram mulheres.


 


A pesquisa foi encomendada pela Secretaria Nacional de Justiça e pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime. Vários órgãos federais que atuam no aeroporto de Guarulhos colaboraram com o estudo, entre eles Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Infraero e Anvisa. As organizações não-governamentais Associação Brasileira de Defesa da Mulher (Asbrad) e Serviço da Mulher Marginalizada também participaram.


Admin · 91 vistos · Deixe um comentário

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